terça-feira, 30 de junho de 2009

Salvem o Darfur


O Sudão é um país africano com sólidos recursos naturais, como o algodão e a cana-de-açúcar, com os quais facilmente conseguiria uma posição de país economicamente desenvolvido. No entanto, o Sudão vê as suas potencialidades perderem-se quando se depara com um dos maiores pesadelos do mundo contemporâneo: o genocídio.
Os conflitos armados são realidades cada vez mais frequentes e no Sudão afectam mais intensamente a região do Darfur. O Darfur localiza-se no Oeste sudanês e faz fronteira com o Chade. Desde 2003 que os serenos ritmos destas aldeias se desvaneceram. As Janjawid – milícias outrora criadas pelo governo sudanês para combater o movimento rebelde – atormentam agora a vida das populações: vêm a cavalo, a camelo ou de camião e, com armas automáticas, matam indiscriminadamente, violam mulheres e destroem, a cada investida, 90% das habitações das aldeias.
Apesar das diversas negociações, os governantes preferem o seu bem-estar à sobrevivência do seu povo. Enquanto isto, o sofrimento chegou já ao Chade, ganhando a mesma forma aterrorizadora.
Segundo os Direitos Humanos ou a consciência de qualquer pessoa eticamente sã, matar e torturar quem quer que seja é o pior de todos os actos. Por outro lado, aceitar que alguém o faça não é ser tão ou mais criminoso? Esta deveria ser a questão a colocar aos que detêm o poder no Sudão, visto que passa pelos governantes pôr termo a estes crimes em cadeia. Não obstante, preferem acomodar-se, vendo centenas de mulheres, homens e crianças morrer todos os dias, vítimas dos mais bárbaros atentados à integridade humana.
Para além dos impetuosos homicídios, a violação é também uma constante: meninas de oito anos são ferozmente abusadas e este trauma acompanhá-las-á, certamente, para o resto das suas vidas.
As maiores revoluções do mundo começaram com minorias e terminaram arrastando multidões. Até ao momento foram já criados alguns movimentos de ajuda humanitária; contudo, a ajuda ao Darfur nunca irá ser demasiada.Em conclusão, o genocídio na África Oriental é um problema da civilização actual, para o qual fechar os olhos é alargar a dimensão da catástrofe. São seres humanos os mártires do quotidiano e, já que Deus dorme quando não deve, assumamos o compromisso universal e inadiável de salvar o Darfur.

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