terça-feira, 21 de julho de 2009

Que Gripe É Esta?


Hoje, eu e um grupo de amigas, no contexto do ambiente conspirador de pandemias em que nos encontramos, resolvemos ir a uma farmácia comprar máscaras que, supostamente, nos protegeriam do vírus da gripe A. Chegadas à farmácia inventámos uma história para nós tão sobrenatural, mas da qual não nos desmanchámos a rir nem por um momento: na sexta-feira seguinte iríamos embarcar num voo para a República Dominicana e, pelo que o continente americano está em eminente perigo de pandemia, queríamos precaver-nos.
A farmacêutica (que vi sentir-se orgulhosa pelo sentido de responsabilidade de tão jovens mulheres), que nos alertou de imediato para o facto de não ter conhecimento se as máscaras estavam esgotadas ou não, chegou minutos depois com uma caixa de máscaras contra as alergias derivadas do pó. Pó, poeira das obras, pó do candeeiro, da mesa-de-cabeceira, da estante lá de casa. PÓ. A forma com que fazem os portugueses defender-se contra a gripe A - epidemia em progressão - é a solução utilizada por donas-de-casa com comichão nos narizes. Provavelmente, estas estarão até mais imunes à doença do que qualquer outra pessoa.
Não foi suficiente o fabrico e o lançamento do vírus da estirpe para o exterior, não foi suficiente o "acidente" que tantas outras vezes ocorreu por parte dos laboratórios dependentes dos grandes monopólios da indústria farmacêutica, não bastam os milhões de milhões que estes monopólios têm vindo a ganhar com o "acidente" que tão desastrosamente matou já setecentas pessoas em todo o mundo. É indispensável, ainda, fazer cada pessoa gastar cento e cinquenta escudos numa máscara, a qual as protegerá significativamente. Porquê? Porque as empresas de máscaras anti pós e poeiras começam, incessantemente, a aliar-se às grandes companhias acima citadas. Tudo pelo bem comum.
Que azar, este "acidente"! O que motiva as farmacêuticas não são, de forma alguma, as mortes, mas sim as vidas engripadas que lhes oferecem mais milhões e milhões. Ocasionalmente, lembram-se de berrar que os culpados deste fulminante "acidente" são os suínos que, em calhando, nunca saíram da suinicultura em Alcoentre para viajar até ao México.
Entretanto, o resultado: dezenas, arriscaria a contar uma centena de pessoas, parou tudo o que estava a fazer para olhar, para ver que bichos eram aqueles que entravam de máscaras anti-poeira numa zona comercial, "definitivamente devido à falta de asseio destes sítios, Manel!".

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Monstro de Estado (definição)

Monstro de Estado, s. m.
A espécie "monstro de Estado" surge em meados dos anos 80 como membro do IX Governo Contitucional pós-25 de Abril. Quem diria? Ninguém. Após desempenhar uma série de cargos (ou serão tachos?) como Secretário de Estado, este monstro oriundo das profundezas da corrupção portuguesa é um exemplar entre tantos outros da sua espécie. Usualmente, este monstro desempenha - de forma inútil - cargos como ministro, conseguindo, desta forma, difundir o terror em toda a população (o seu objectivo premente).
Ainda mais frequentemente, o monstro (que todos pensávamos ser fruto do imaginário comum) abandona o cargo de Obras Públicas, se a ele tem acesso, após a queda de pontes, revelando, por conseguinte, a sua rudeza e incapacidade de resolução de problemas tão típica no ser humano e que o monstro não alcançou.
Posteriormente à sua demissão, o monstro de Estado tem, a priori, vista em grandes empresas tais como o grupo Mota Engil, as quais este tanto favoreceu enquanto ministro e que lhe proporcionarão aquilo que alimenta o seu corpo: dinheiro. Dinheiro em grandes, enormes, esmagadoras quantidades, a única forma de conseguir crescer. A sua estada no Governo foi o que possibilitou a sua alimentação regrada e sempre farta. À custa do nada que fez e do muito que comeu das mãos dos contribuintes, este exemplar consegue, por fim, descansar, sem precisar de mais se preocupar.
Adicionalmente, este modelo deixa ainda transparecer o seu fingido apego às teorias socialistas, o qual utiliza como arma fatal para se alimentar e negará sempre a sua própria natureza, bem como aquilo de que os humanos o acusam.
Enfim, se algum espécimen com estas características se aproximar das vossas autarquias, Governo ou Parlamento sejam cautelosos. Para melhor os alertar, leitores, deixo-lhes algumas imagens desta amostra tão peculiar.



Amostra Tipo 1



Amostra Tipo 2